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10/04/2012

Você é disciplinado (a)?


Atualmente, a psicologia dá razão à quem pensa que a disciplina é algo que se desenvolve. Na prática, ela é considerada uma qualidade de comportamento, portanto, algo que pode ser modificado a partir da decisão e da persistência firme de cada um de nós.

As famosas resoluções de ano novo, por exemplo, costumam frustrar seus idealizadores por dois motivos principais. O primeiro é que elas não são, de fato, colocadas na lista de prioridades. Ficam no campo das probabilidades, e aí, para serem realizadas, dependem de que não surjam, ao longo do ano que se inicia, outras necessidades com maior premência. As pessoas não percebem que podem ter mais de uma prioridade, desde que saibam organizar o tempo. E isso nos remete ao segundo grande motivo das frustrações.

O segundo motivo é a indisciplina. Essa é a grande mãe do fracasso. Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, insistia na disciplina como uma qualidade da alma; o poder que permite ao homem diferenciar-se dos animais, pois significa a vitória da razão, a única possibilidade de uma pessoa realizar seus sonhos. Sem a disciplina e a determinação, qualquer sonho não passará de devaneio. O filósofo dizia que somos o que repetidamente fazemos, forjamos o caráter nas atividades diárias, e estas construirão nosso destino.


Os dois caminhos
Mas cuidado. O regime de ordem pode ser de dois tipos: imposto ou livremente consentido. A disciplina imposta só funciona por curtos espaços de tempo e é útil em situações de crise ou urgência. Não serve para tarefas em longo prazo, como é o caso dos projetos pessoais de vida.

Já o regime de ordem que é livremente consentido tem outra força. Você decide, e deve fazê-lo por livre consenso estabelecido entre seus sonhos e suas potencialidades. O disciplinado sem livre-arbítrio é um escravo competente. Um livre-pensador indisciplinado é um boêmio inconseqüente.

Aliados e inimigos
A disciplina tem lá seus inimigos: a indolência e a dúvida. A indolência é o diabinho que sussurra em nosso ouvido coisas como: "Deixa para depois!" e por aí vai. Quanto à dúvida, bem, essa tem causas mais profundas, pertence ao mundo do autoconhecimento.

Se uma resolução é fraca, será dominada pela dúvida, e esta vem acompanhada da acomodação, do desânimo e da desesperança. Portanto, não crie em sua cabeça projetos em que você não acredita, objetivos definidos por outros, sonhos mal sonhados.

Em latim, disciplina significa ensino, por isso usamos essa palavra também para designar áreas do conhecimento. Matemática, história são exemplos de disciplinas escolares. Há, portanto, uma conexão entre a disciplina e o aprendizado. Aliás, a palavra disciplina tem a mesma origem da palavra discípulo. O mestre disciplina um jovem para que ele aprenda, torne-se autônomo e produtivo. O jovem que o mestre disciplina é, portanto, seu discípulo.

No sentido pessoal, a disciplina aumenta nossa capacidade de aprender e, a partir disso, realizar. A disciplina não aprisiona, liberta você da pressão externa e do sofrimento que vem dos sonhos não realizados e das frustrações autoprovocadas. Do filósofo grego aos exemplos do dia a dia, encontramos a idéia de que uma mente livre é uma mente disciplinada. Porque as pessoas disciplinadas são mestras de si mesmas.

Fonte:
Eugenio Mussak é educador e escritor
Acesse: http://www.sapiensapiens.com.br/

(Conteúdo do site http://mdemulher.abril.com.br)

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