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09/06/2012

Depressão pode influenciar no aumento de peso


Sabemos que muitas pessoas comem em excesso, por sentirem uma “fome emocional” e consequentemente, têm um aumento no peso.

 

Por fome emocional, podemos nos referir aos sentimentos desconfortáveis, tais como ansiedade, frustração, raiva, estresse ou depressão que levam ao desejo de alívio através da comida.  

 

Outra explicação para isso, é que, devido as taxas de serotonina não estarem adequadas no cérebro, os pacientes depressivos podem  ter  um aumento no desejo por doces e carboidratos.  Isso ocorre porque a vontade de comer doces e a sensação de saciedade no geral, tem relação com uma região cerebral localizada no hipotálamo. Com taxas normais de  serotonina a pessoa sente-se satisfeita com mais facilidade e tem maior controle na vontade de comer doce. 

Isso posto, considerei  útil explicar um pouco sobre depressão, devido muitas pessoas desconhecerem que são portadoras deste transtorno de humor.

 

Sempre digo que o autoconhecimento é peça fundamental em uma reeducação alimentar. Existe o hábito em dizer “Estou com fome, mas não sei do quê?” O que leva a pessoa abrir e fechar armários e geladeira e sair beliscando vários alimentos, porém continuar sentindo “aquela fome”. Se não soubermos o que verdadeiramente estamos sentindo, teremos dificuldades em promover mudanças nos hábitos e resolver o problema que ocasiona essa tal fome, de forma eficaz.

 

Então vamos compreender um pouco sobre a depressão. Diferente de uma tristeza normal e até natural, a depressão é uma tristeza ou sentimento de vazio, permanente que acompanha a pessoa grande parte do tempo. Há quem diga que, só quem teve ou tem depressão sabe o que é essa dor – dor na alma.

Quanto às causas, pode-se dizer que são de ordem genética, ambiental, psicológica e outras condições clínicas.

Abaixo segue uma lista com alguns dos sintomas da depressão:

 

  1. Sentimentos persistentes de tristeza, angústia ou de vazio;
  2. Perda de interesse/ Sentido da vida ou prazer nas atividades que antes eram prazerosas, incluindo sexo;
  3. Sentimentos de culpa, desesperança ou pessimismo;
  4. Irritabilidade ou perda de paciência;
  5. Cansaço, fadiga ou falta de energia;
  6. Dificuldades de concentração ou para lembrar de pequenos detalhes;
  7. Dificuldade de tomar decisões, insegurança;
  8. Insônia, sono fragmentado ou sono não restaurador;
  9. Sonolência diurna;
  10. Excesso ou redução do apetite;
  11. Pensamentos sobre suicídio;
  12. Dores persistentes que não melhoram com o tratamento. Incluindo dores de cabeça, pelo corpo e no estômago.

Um componente importantíssimo do modo de pensar da pessoa depressiva precisa ser observado, é a “esperança” ou “desesperança”, pois existem pessoas que minimamente acreditam que podem melhorar, mesmo estando depressivas, porém existem aquelas que estão totalmente desesperançadas quanto ao que estão passando, e estas poderão ser candidatas ao suicídio. 

 

O suicídio pode ser a alternativa escolhida para aliviar a sua dor, mas nem sempre o verdadeiro desejo da pessoa era a morte.



Para tratá-la é importante fazer uso de remédios antidepressivos receitados  por um psiquiatra, além da psicoterapia realizada com psicólogo. Importante dizer que , remédio antidepressivo NÃO causa dependência. Atividade física e alimentação saudável, também colaboram na melhora do quadro.

 

Vale ressaltar que, sentir tristeza faz parte da vida, mas caso se prolongue por mais de 15 à 20 dias, não hesite acreditando que com o tempo passará, procure auxílio médico ou psicológico e faça uma avaliação do quadro.

 


Abraços,


Psicóloga Clínica Carla Presutti


“Não faça dieta. Mude hábitos!”

Um comentário:

  1. Muito boa a matéria...
    Tem outro remédio também que liberta pessoas de qualquer depressão... Tira do fundo do poço....

    JESUS CRISTO
    O temor a DEUS pode mudar a vida de uma pessoa e tirar da cabeça dela a ideia de tirar a própria vida.

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