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05/09/2013

Você pratica O QUE SABE sobre alimentação saudável – Parte II



Na teoria tudo é lindo, tudo se encaixa, tudo parece fácil, mas é na prática que as dificuldades aparecem, e quando o que está em foco é a mudança de hábitos não podemos esquecer que este quesito exige insistência, persistência e paciência, caso contrário a desmotivação toma conta.


 
Deixei esta pergunta aqui no blog justamente para ajudá-los na reflexão das razões que dificultam colocar em PRÁTICA aquilo que se SABE sobre alimentação saudável e perda de peso.

Não podemos generalizar os motivos, pois cada caso sempre será único e terá suas razões em particular, contudo posso dizer que alguns fatores explicam as dificuldades na hora de praticar as orientações e conhecimentos nutricionais. Abaixo destaco alguns deles:

Pensamentos disfuncionais ou sabotadores: Todo pensamento ilógico, sem fundamento, que não ajuda a pessoa a alcançar metas. Por exemplo: Vou comer ‘só’ mais um pedacinho; Segunda-feira eu retomo minha dieta. Será que comer só mais um pedacinho é tão inofensivo assim? Visto que cada grama, cada pedaço ingerido conta calorias? E o que dizer a respeito de sempre deixar para depois o início das mudanças de hábitos para o dia ‘X’? Será que protelando alcançaremos objetivos?

Crenças autoderrotistas e de incapacidade sobre si mesmo: Também são pensamentos disfuncionais, que envolvem autoconceito. Por exemplo: Eu não consigo resistir à... (pãozinho, doces, massas e etc); Eu não tenho mais jeito; Sou fraco. Você já deve ter ouvido falar que somos aquilo que acreditamos ser, e isso é uma verdade. O que pensamos sobre nós e nossas potencialidades determina nossos sentimentos e atitudes, portanto, como terá motivação ao pensar (muitas vezes antes de tentar) que não será capaz de levar adiante novos hábitos? Ou que não conseguirá conter seus desejos por comida? 


Motivação versus empolgação: Há uma grande diferença entre os dois e conforme dito anteriormente, aquilo que pensamos gera o que sentimos e fazemos. Muitas pessoas em busca do emagrecimento não se dão conta do quanto que os resultados dependem grandemente dela mesma, de seus empenhos, disciplina e esforços, independente de qualquer recurso externo que utilize, a responsabilidade maior sempre será daquele que almeja emagrecer. Outro dia uma pessoa me perguntou o que eu achava da dieta de Atkins e da Dukan e sabe o que respondi? “Sou suspeita no que vou dizer, mas a melhor "dieta" é a mudança interna. Digo isto porque acredito que podemos comer de tudo com MODERAÇÃO e o que precisamos é aprender a administrar os impulsos/ vontades”.  Bom, mas falando de empolgação, ela é inevitável quando se fala em novas técnicas, produtos, remédios, cirurgias, terapias e tudo o mais que possa ajudar no emagrecimento, pois desperta inicialmente pensamentos de esperança e otimismo. Contudo, é necessário manter tais pensamentos diante das situações concretas, exemplo ao sentir vontade de comer um pouco mais quando a meta é comer o suficiente e a partir daí ter que resistir ao alimento. É imprescindível nutrir a motivação dia após dia, principalmente através de pensamentos funcionais e realistas, para assim lidar com as frustrações que fazem parte do caminho.

Circunstâncias ambientais e psicoemocionais: Realmente não dá para negar que o ambiente pode ser um colaborador ou um sabotador da reeducação do comportamento alimentar, pois imagine alguém lhe oferecendo frequentemente guloseimas ou ingerindo determinados alimentos dos quais é importante reduzir o consumo. Isto quando não se é presenteado com caixas de bombons e afins... obviamente que tais situações intensificam o desafio inerente deste processo. Outros tipos de problemas, como por exemplo nos casos em que se está depressivo ou passando por algum distúrbio emocional, dificuldades financeiras, perda do emprego, conflitos sociais ou conjugais, dentre outros também precisam ser solucionados, pois é bem provável que se a pessoa não está bem em outras áreas da vida não terá tanta firmeza do ponto de vista psicoemocional para suportar a fase de adaptação e estresse que a reeducação de hábitos exige. 

Enfim, eis alguns motivos que interferem no processo de emagrecimento e é por isso que saliento que não basta saber, mas é necessário se autoconhecer e desenvolver estratégias de autocontrole, pois o difícil mesmo é lidar com as emoções.Sempre digo que reeducar hábitos é superar a si mesmo e vencer os inimigos internos (pensamentos e emoções), afinal, vontades e desejos sempre ocorrerão, esteja magro ou obeso e infelizmente ainda não existe a fórmula para bani-los. 


Então, vamos emagrecer com a cabeça, que significa compreender e aprender a administrar estas vontades, lidar com as frustrações, reestruturar pensamentos e desenvolver uma nova relação com a comida. Pois emagrecer é pouco, é necessário um novo estilo de vida.

Forte abraço!

Psicóloga Carla Presutti

Especialista em Terapia Cognitiva e Comportamental pela Usp
Idealizadora do EMAGRECENDO COM A CABEÇA

“Não faça dieta. Mude hábitos!”

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2 comentários:

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